sexta-feira, 20 de junho de 2008

O ESTRANGEIRISMO NOS QUADRINHOS BRASILEIROS




se você se incomoda com o fato de termos adotados alguns nomes americanizados, não se assuste.eu mesmo não gosto muito da idéia de fazer isso, mas temos boas razões para tanto.


não se pode negar que o estrangeirismo é crescente no nosso país. o domínio americano atinge o brasil bem como os demais países de 3º mundo. isso faz com que nossa lingua seja desvalorizada, repercutindo em um campo bem mais amplo do que percebemos a priore. o estrangeirismo é, sem dúvida, um mecanismo de dominação de massas e os EUA tem feito bom uso dele durante décadas.


em meio a tudo isso temos agora uma invasão que passa quase despercebida de um país que sutilmente come pelas beiradas. o japão está invadindo o mundo e o brasil não é exeção ( nem mesmo a grande potência escapou). por meio do mangá o japão tem trazido sua cultura à tona o que influi em campos amplos da sociedade como o econômico e até o político. assim temos termos japoneses se infiltrando em nosso vocabulário de maneira sutil.


onde eu quero chegar com esse papo? bom, nosso mangá se chama gibitales - uma mistura de portugues com ingles; o nome de duas das nossas histórias são americanos: master e star trash; a própria natureza de nosso produto é de origem estrangeira: o quadrinho se originou nos estados unidos e o mangá, estética que adotamos para nossa revista, tem origem no japão.


diante destes aspectos alguns podem nos acusar de estar colaborando com o estrangeirismo e desvalorizando nossa língua.


no entanto nós temos motivos para tudo isso. em primeiro lugar, o que nos motivou a escolher o nome da revista? bom, a gente queria que a revista fosse identificada como produto tipicamente brasileiro. considerando que nos estados unidos o quadrinho é conhecido como comix, no japão é mangá em portugal é banda desenhada e assim por diante resolvemos procurar dar identidade á nossa revista usando um nome que a identifique como produto nacional. então lembramos que o termo gibi nos seria perfeito. o termo originalmente significava moleque, mas em 1939 ele ganhou uma nova interpretação. naquele ano era lançada a revista infantil GIBI que trazia em suas páginas os quadrinhos de charlie chan, brucutu e ferdinando. a revista teve uma grande repercussão e o nome passou a identificar o quadrinho brasileiro até os dias de hoje . assim temos um nome que nos dá identidade própria: GIBI. já o termo TALES foi escolhido como um contraste aludindo a uma oposição colocando os dois termos em uma antítese. isso serviu tambem para sintetizar o nome, afinal contos de gibi ficaria horrível.


já o motivo dos nomes master e star trash são mais específicos dentro de cada história.


MASTER, dentro da história, é um termo usado para designar guerreiros que têm super poderes. esse termo, dentro do contexto da história, é utilizado no mundo inteiro. portanto não é de se adimirar que se adotasse um nome americano já que eles são a potencia vigente.


STAR TRASH, por sua vez, é uma sátira á fixão americana (traduzida em filmes, quadrinhos, desenhos animados, jogos...). e ninguem melhor para representar tudo isso do que o clássico da fixão cinematográfica STAR WARS. por isso o nome estrangeiro.


agradecimentos aos compreencivos que entendem os nossos motivos têm a capacidade de perceber o que há por trás dos nomes. e se você não se convenceu dos nossos motivos e ainda insiste em dizer que nós promovemos o estrangeirismo......... vá se danar! (é brincadeira... mas vá mesmo).


7 comentários:

daviallan8 disse...

Acredito que a influência cultural não seja algo necessariamente negativo. Afinal, a evolução do conhecimento até hoje é nada menos que um produto da troca entre conhecimentos específicos originados no estilo de vida e modo de pensar de cada povo.
Com os quadrinhos não podia ser diferente. Como você disse, os americanos têm sua parte em sua história, assim como os japoneses,... mas isso não significa que repetir (ou até mesmo copiar)os seus sucessos seja algo ruim. Temos grandes artistas já estabelecidos e muito mais artistas em formação.
Nós, brasileiros, podemos também escrever nossa página nesta história. Podemos transformar, se não tivermos medo de parecer.

Wagner Elias disse...

obrigado pela colaboração daviallan. realmente o estrangeirismo tem grande contribuição para a evolução. mas tudo tem um lado ruim. é esse lado ruim que às vezes se acentua em algumas publicações nacionais e isso assusta um pouco os leitores. alguns chegam a ter aversão a produto nacional exatamente por rotulá-lo como réplica mal feita do produto estrangeiro. mas apesar de adotar termos em inglês nossas histórias são ambientadas no brasil, utilizando a nossa própria cultura.
por outro lado o grande pecado de alguns é fazer histórias que se baseiam em culturas diferentes. ao fazer uma narrativa ambientada em um outro país como no japão a história perde a autenticidade em vista de o autor não ter vivenciado a cituação em que se passa sua história. claro que há exceções. mas convenhamos; as bancas estão lotadas de material japonês e americano. se nossas histórias já não são reconhecidas em nosso proprio país, como elas ganharão espaço sendo réplicas das histórias japonesas ou americanas? elas precisam ter um diferencial. e eu não estou falando de ser mangá ou comix. o fato de eu escolher utilizar uma estética japonesa não faz da minha hgistória uma mera imitação do mangá. eu posso fazer mangá autêntico mesmo fora do japão. isso vai depender da originalidade da história. se eu usar elementos estereotipados, ou tomar como base uma cultura que eu não conheço, eu não conseguirei fazer um trabalho autêntico. mas se eu tiver a capacidade de incerir nessa estética (o mangá) elementos de uma cultura e sociedade que eu vivencio, a obra ganhará autenticidade, mesmo seguindo um modelo de narrativa estrangeiro, no caso o mangá.
obrigado pela colaboração e continue visitando-nos.

Anônimo disse...

Muito interessante o seu post. Concordo em gênero, numero e grau com vc, Wagner. A nossa proposta com a ComicStation tem a ver com isso q vc diz: não se pode fugir e alienar-se. sou a favor de se utilizar a estética americana ou japonesa ou italiana, o q seja. Desde q se incorpore nossos próprios elementos culturais. Isso é exportar cultura. O lance do cara q gosta de cuzcuz e odeia carne cozida é muito mass. Agora espero que lance sua revista logo pq a coisa do Calangozila e Upaon Açú city é muito interessante mesmo.

Angelo disse...

ficou legal visite o nosso blog tb www.animeedition.blogspot.com

carlos jun disse...

Olá, apenas atento que é preciso tomar cuidado com erros de grafia no texto. Como ele fala sobre influencia americana e japonesa na língua portuguesa é essencial que o texto em portugues não tenha erros para que ele não fique em descrédito.

exeção --> exceção
compreencivos --> compreensivos
a priore --> a priori

etc.

Carlos Henry disse...

Obg,Carlos Jun..assim eu tb posso falar de fixão científica(o certo é "ficção") e comix(os americanos criaram os "comics"."Comix" é HQ underground (Robert Crumb,Moscoso,Hunt Emerson..),criado nos anos 60/70,pra designer Quarinhos feitos pelo autor,como fanzines,fora do sitemão.

Carlos Henry disse...

Ainda bato na tecla que é coisa de amador e abitolado colocar nomes gringos em revista nacional.Coisa de mente colonizada que nunca vai chegar a lugar algum,e ser uma cópia de quinta categoria dos "comics",ao invés de criar sua própria identidade.
INFLUÊNCIA é uma coisa,CÓPIA é outra...